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mitos e verdades da amamentação

Mitos e verdades da amamentação

A amamentação é um dos temas mais discutidos da maternidade, além de ser cerca de diversos mitos e crenças. Com certeza você já ouviu falar que canjica ou cerveja preta aumenta a quantidade de leite ou que depois de um tempo o leite fica fraco. Para desvendar as principais dúvidas das mamães (e futuras) sobre o tema, a matéria de hoje traz os mitos e verdades da amamentação.

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Mitos e verdades da amamentação: a falta de informação é uma das principais causas do desmame precoce

 

Confira os principais mitos e verdades da amamentação

1 – Quanto mais o bebê mamar, mais leite a mãe tem

Verdade. O primeiro tópico de nossa matéria sobre mitos e verdades da amamentação é uma das mais informações mais importantes para a nova mamãe. Principalmente para aquelas que estão grávidas e desejam se preparar para esse mundo novo repleto de desafios.

É importante que a mulher (e o pai também) saibam que a produção de leite materno é diretamente ligada à sucção do bebê. Quando o bebê mama, envia uma mensagem para o cérebro da mãe, que libera os hormônios responsáveis pela produção e condução do leite.

O estímulo é tão importante que até mesmo as ordenhas manuais ou com bombas (elétricas ou manuais) também ajudam na produção de mais leite, mas nada é tão eficiente quanto o próprio bebê. Por isso que a amamentação em livre demanda – sem hora marcada e pelo tempo que o bebê quiser mamar – é fundamental, principalmente nos seis primeiros meses de vida, quando o aleitamento materno deve ser exclusivo.

 

2 – Cerveja preta e canjica aumentam a produção de leite

Mito. Aquele conselho passados por gerações de que canjica e cerveja preta aumentam a produção de leite deve ser ignorado.

Aliás, não existem evidências científicas que comprovem que o consumo de determinado alimento aumente a produção de leite. A única bebida que ajuda na produção de leite é a água. As mamães devem consumir entre 2 e 3 litros por dia, para manter a produção em alta.

E sobre a cerveja preta – ou qualquer outra bebida alcoólica: o consumo é extremamente prejudicial durante a gravidez e amamentação.

 

3 – Quem tem parto cesárea não vai ter leite

Mito. Toda mulher pode amamentar, independente do tipo de parto. No caso de mães que passaram pela cesariana agendada e não entraram em trabalho de parto, o que pode acontecer é uma demora maior na descida do leite – em comparação às mulheres que tiveram seus bebês em um parto normal.

Mas, na maioria dos casos, entre o terceiro e quarto dia após o parto, a mulher já tem leite suficiente para amamentar o bebê normalmente e, antes disso, o colostro é suficiente.

 

4 – Algumas mães produzem leite mais fraco

Mito. Entre os maiores mitos e verdades da amamentação, este é tão famoso que até alguns médicos acreditam que existe leite fraco.

Mas não é verdade. O leite materno nunca é fraco. Até mesmo uma mulher desnutrida é capaz de produzir um leite de ótima qualidade para o seu bebê.

Muitas pessoas ainda acreditam em leite materno fraco porque têm a impressão que o leite artificial é mais encorpado: as crianças alimentadas com fórmulas dormem e engordam mais. Mas essa questão tem ligação com o processo de digestão do leite materno,q ue é mais rápido do que o leite de vaca.

Mas é um alimento completo e tem tudo que o seu bebê precisa para se desenvolver bem e de forma saudável!

 

5 – Posso amamentar outra criança sem ser o meu filho

Mito. Cada mulher deve amamentar o seu bebê, porque o leite carrega as características de quem amamenta. Assim a criança cria os anticorpos necessários para a sua saúde tomando o leite da mãe.

A amamentação cruzada – nome que se dá quanto a mulher amamenta outro filho sem ser o dela – aumenta os riscos de doenças infecciosas, transmitidas pelo leite.

As mães que não conseguem amamentar e desejam oferecer leite materno para os seus filhos devem procurar orientação em bancos de leite.

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Mitos e verdades da amamentação: a amamentação cruzada – nome que se dá quanto a mulher amamenta outro filho sem ser o dela – aumenta os riscos de doenças infecciosas

 

6 – As fórmulas atuais são iguais ou melhores que o leite materno

Mito. As fórmulas infantis não poderiam ficar de fora da nossa lista de mitos e verdades da amamentação. Apesar de terem suas qualidades e serem ótimas escolhas para as mães que não conseguiram amamentar, as fórmulas não são nada parecidas com o leite materno.

Ele é único! O colostro, que sai na primeira mamada, é considerada como a primeira vacina do bebê. A fórmula atual é feita com leite de vaca, que não traz os benefícios do leite materno, como o aumento da imunidade através dos anticorpos passados pela mãe.

 

7 – Mamadeira e chupeta podem causar o desmame precoce

Verdade. As chupetas e mamadeiras – também conhecidas como bicos artificiais – podem prejudicar a amamentação porque interferem no posicionamento da língua do bebê, ou seja, eles mudam a forma como o bebê deve sugar.

A criança pode entender que é mais fácil mamar na mamadeira e negar o seio da mãe, causando o desmame precoce. Outro reflexo é a perda de interesse pelo seio, já que a necessidade de sucção passa a ser dirigida à chupeta, por exemplo.

Sem o estímulo frequente, a produção de leite da mãe também diminui, contribuindo ainda mais para a falta de interesse do bebê pelo seio. Por isso, mamadeiras e chupetas não são recomendadas para bebês em aleitamento materno exclusivo.

 

8 – Estresse e nervosismo podem “secar” o leite

Verdade. O estresse e o nervosismo podem diminuir a quantidade de leite, assim como o cansaço extremo e um período muito longo de privação do sono.

As mulheres que estão amamentando devem descansar o máximo que conseguirem, principalmente nos primeiros meses de vida do bebê quando o aleitamento materno deve ser exclusivo.

 

9 – Compressa de água quente alivia os seios empedrados

Mito. A compressa de água quente piora a situação, pois aumenta a quantidade de leite retido na mama – podendo levar a mastite. Consequentemente, a mãe terá mais leite empedrado. O ideal é fazer massagens delicadas nas mamas e ordenhar o leite, além de manter o aleitamento exclusivo em livre demanda.

 

10 – É preciso revezar os dois seios na mesma mamada

Mito. Não precisa. O ideal é que a mãe não interrompa a mamada, deixando o bebê mamar à vontade no primeiro seio e esperando que ele mesmo largue a mama.

Isso é importante porque somente depois de alguns minutos o bebê consegue atingir o leite posterior, uma porção rica em açúcar e gordura que ajuda a criança a se saciar mais rápido e a ganhar peso.

Se o bebê é retirado do seio antes desta etapa, ele acaba sentindo fome mais rápido. Não se preocupe em revezar os seios. O outro pode ser oferecido na próxima mamada.

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Mitos e verdades da amamentação: o aleitamento não deve ser utilizado como método contraceptivo

11 – Amamentação funciona como um anticoncepcional

Nem mito, nem verdade. A amamentação aumenta a produção de prolactina, hormônio que inibe a ovulação. Mas vale uma ressalva: o efeito anticoncepcional só vale nos casos em que o bebê mama regularmente, várias vezes ao dia e inclusive de madrugada.

Quando a criança começa a espaçar os horários, principalmente após a mãe voltar ao trabalho, o ideal é que um método contraceptivo seja adotado. Há alternativas compatíveis com a amamentação que podem ser receitados pelo ginecologista.

Então, não use a amamentação como método contraceptivo. Converse com o seu ginecologista na primeira consulta pós-parto e defina uma forma de prevenir uma nova gravidez.

 

12 – O bebê deve mamar a cada três horas

Mito. Não deve-se estipular horários para o aleitamento materno. A amamentação deve ser em livre demanda, ou seja, sempre que o bebê desejar, sem horários definidos.

Essa recomendação é especialmente mais importante nos três primeiros meses de vida e pode ser mantida até a introdução alimentar ser estabelecida.

Em bebês alimentados com fórmulas infantis, a família deve seguir a recomendação do pediatra, que vai estabelecer um número de mamadeiras que a criança irá consumir diariamente, assim como a quantidade de leite oferecida.

 

13 – Amamentar deitada causa otite no bebê

Mito. Esta é uma das maiores crenças e é importante esclarecer sobre o assunto na nossa lista de mitos e verdades da amamentação.

Realmente há risco de infecção no ouvido em crianças que mamam deitadas mas com um porém: em mamadeiras. Há uma grande diferença em crianças que mamam no peito.

Os movimentos musculares realizados na amamentação no seio promovem o fechamento da orofaringe, criando uma pressão positiva, impedindo a entrada do leite no canal auditivo.

Então pode amamentar o seu bebê deitada, desde que você siga alguns cuidados com a segurança do pequeno: evite dormir quando estiver nessa posição, principalmente se tiver mamas grandes (para minimizar o risco de sufocamento) e não amamente nesta posição crianças com predisposição ao refluxo.

 

14 – Amamentar faz os seios “caírem”

Mito. Muitas mulheres não desejam amamentar pois tem medo que os seios fiquem flácidos. Mas é importante esclarecer que não é a amamentação que faz os peitos caírem.

O fator essencial para que o seio da mulher se modifique é o genético (se sua mãe tem seios flácidos você também tem maior propensão de ter, independente da amamentação).

Outro fator é o número de gestações. Como os seios crescem durante a gravidez, o “estica e volta” aumenta as chances da flacidez.

Lembre-se de usar sutiãs próprios para a amamentação, com boa sustentação e alças mais largas.

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Mitos e verdades da amamentação: a alimentação da mãe não causa cólicas no bebê

 

15 –  A alimentação da mãe pode influenciar nas cólicas do bebê

Mito. Entre todo os mitos e verdades da amamentação, a relação da alimentação da mãe com as cólicas do bebê é uma das que trazem mais dúvidas.

É importante lembrar que as cólicas são um processo natural nos três primeiros meses de vida do bebê e os especialistas ainda discutem quais as reais causas. Nenhum alimento deve ser excluído da alimentação da mãe, que deve ser variada e rica em nutrientes.

Existem inúmeros estudos científicos sobre o assunto, mas nenhum deles conseguiu comprovar a relação da alimentação da mãe com as cólicas no bebê. Os únicos alimentos que devem ser consumidos com moderação durante a amamentação, pois podem deixar o bebê mais agitado, é o café preto, chimarrão, chocolate, chá preto e verde.

Caso você note alguma mudança brusca de comportamento do bebê após você fazer alguma alteração significativa na sua rotina alimentar – como comer algum tipo de alimento que ainda não havia ingerido – informe o pediatra.

 

 

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