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7 mitos e verdades sobre a relação entre o câncer de mama e a maternidade

O mês dedicado a prevenção do câncer de mama chegou ao fim, mas os debates sobre a doença, não podem parar! 

Apesar de diversas pesquisas, abordagens e informações, pouco se fala sobre a relação da doença com o universo materno. Afinal, ter filhos previne a doença? Amamentar diminui o risco do diagnóstico? Como as pílulas anticoncepcionais entram nessa história?

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Câncer de mama x maternidade: mitos e verdades

1- Não é possível engravidar após ter câncer de mama

Mito. De acordo com especialistas, é possível engravidar naturalmente, caso a menopausa química (causada pelo bloqueio dos hormônios na quimioterapia) seja reversível, ou seja, se a mulher voltar a menstruar.

2- A mulher que menstrua cedo está mais propensa a ter câncer de mama

Verdade. A partir da primeira menstruação, a mulher começa a ovular e os hormônios que são produzidos nos ovários podem atuar favorecendo o crescimento ou desenvolvimento de um tumor. Além disso, nesse período há o desenvolvimento das glândulas mamárias. Segundo especialistas, quanto mais precoce é a menstruação, maior o tempo de exposição aos hormônios.

3- Gravidez precoce aumenta a chance de ter câncer de mama

Mito. Na realidade, é o contrário. A gravidez é um fator protetor contra o câncer de mama, sobretudo se a mulher engravida em idade mais jovem, ao redor dos 20 a 24 anos, por exemplo.

Isso porque a gestação interrompe os ciclos menstruais, fazendo um papel preventivo. Uma das justificativas é que, quanto mais ovulações temos, maiores são os níveis de estrogênio – e maiores também as chances de formação de células cancerígenas. Então ter filhos, principalmente em idade jovem associado a amamentação, reduz o risco de câncer de mama.

4- Usar anticoncepcional aumenta o risco da doença

Inconclusivo, os estudos continuam avançando e não há consenso dentro da comunidade médica. Estudos que avaliaram o uso de anticoncepcionais hormonais (pílula, injeção, adesivo, anel vaginal ou DIU medicado) não demonstraram aumento do câncer de mama. A principal hipótese é a de que esses hormônios apenas substituem aqueles que seriam normalmente produzidos nos ovários. Sendo assim, a mulher continuaria exposta à mesma quantidade, sem alteração do total.

5- Ter filhos em idade avançada aumenta a chance de desenvolver câncer de mama

Verdade. Estudos relacionam a gestação tardia com o maior risco da doença, principalmente pelo longo tempo de exposição hormonal. Mas existem outros fatores que também podem influenciar, como a quantidade de ciclos menstruais, a exposição à radiação, a obesidade e o sedentarismo.

Uma das explicações da relação da idade da gravidez e o risco aumentado do câncer de mama é que as células das mamas crescem rapidamente e isso eleva a chance de uma multiplicação anormal, que pode causar um dano genético, que mais tarde pode se tornar um tumor mamário. Nas mulheres com mais de 35 anos, essa mutação celular é mais comum.

6- Amamentar ou não amamentar os filhos não interfere no risco de ter câncer de mama

Mito. Quanto mais tempo a mulher amamenta em cada gestação, menor é o risco de desenvolver um câncer de mama ao longo da vida.

Mastologistas também ressaltam o papel do bebê na amamentação. Ao sugar o leite, ocorre uma “esfoliação” do tecido mamário, eliminando possíveis células agredidas. O Instituto Nacional de Câncer complementa a explicação: “Quando termina a lactação, várias células se autodestroem, dentre elas algumas que poderiam ter lesões no material genético. Outro benefício é que as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem durante o período de aleitamento.”

7- O tratamento com hormonioterapia não pode ser feito durante a gravidez

Verdade. A hormonioterapia é realizada como tratamento adjuvante após a cirurgia ou como tratamento para o estado avançado da doença em mulheres com câncer de mama receptor hormonal positivo – nomenclatura que define a presença de proteínas específicas no corpo da pessoa, que se ligam ao estrogênio e a progesterona.

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