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Plano de Parto, garantindo sua tranquilidade no parto

O Plano de Parto tem o objetivo de devolver à mãe o protagonismo na hora de ter seu filho, ou seja, fazer com que este seja um momento realmente especial, atribuindo o controle dos acontecimentos do nascimento, seguindo um bom senso, à futura mamãe, algo que nunca deveria ter mudado, mas que acabou acontecendo com a popularização da cesárea. O Plano de Parto nada mais é do que um documento reconhecido legalmente criado para guiar a equipe não apenas no parto, mas em toda a estadia da mamãe e do bebê, até a alta hospitalar, durante um dos momentos mais importantes na vida da mulher, o nascimento do seu filho. Vamos conhecer o Plano de Parto mais a fundo e aprender a fazer o seu?

plano de parto

 

Plano de Parto

O Plano de Parto foi primeiramente utilizado nos Estados Unidos, e desde 1986, a OMS – Organização Mundial de Saúde – recomenda a sua utilização por todas as mulheres.

O documento pode ser uma listagem ou uma carta com texto descritivo de suas expectativas em relação aos acontecimentos durante toda a estadia na maternidade. Você deve colocar detalhadamente como sonha que será este momento para você e seu filho. Inclusive seus desejos para os cuidados com seu pequenino, como o contato pele a pele logo após o bebê sair da barriga, o corte tardio do cordão umbilical, a permanência do vérnix – camada de gordura que envolve o bebê no nascimento -, ou seja, se você prefere que ele tome banho ou fique “sujinho” por mais tempo, amamentação logo após o nascimento, entre outras recomendações.

Infelizmente hoje em dia o Plano de Parto ainda não é sempre seguido pela equipe médica, por isso, vale conversar com seu médico o quanto antes e procurar visitar hospitais humanizados que sigam as recomendações do documento.

É importante salientar novamente, para deixar bem claro, que o Plano de Parto é um documento válido legalmente, ou seja, reconhecido pela legislação brasileira, e por isso deve conter a sua assinatura e a do seu obstetra!

Perceba que ele não obriga a equipe a seguir suas recomendações à risca, acatando todos os seus desejos, até porque, quem toma as decisões finais, visando o melhor para bebê e mamãe, são eles, por experiência e conhecimentos específicos óbvios. Porém, se por qualquer motivo, você sinta que foi lesada por alguma atitude da equipe ao ignorar suas recomendações, é possível recorrer legalmente e reclamar judicialmente a provável violência obstétrica sofrida.

 

Por que fazer o Plano de Parto?

Conforme citado anteriormente, a conscientização da mulher de que ela pode protagonizar um dos momentos mais importantes de toda sua vida, se orientando a respeito das opções disponíveis e definindo seus desejos durante todo o processo, desde a internação até a alta, e evitar a violência obstétrica são os principais motivos para que você faça o seu Plano de Parto.

Descreva tudo o que pretende passar, como aplicação de medicações para indução ou analgesias, episiotomia (um corte entre a vagina e o ânus para ajudar o bebê a sair), lavagem intestinal (como o parto exige muita força, é comum sair fezes enquanto você faz força para empurrar o bebê, mas não precisa ficar acanhada, a equipe está mais do que acostumada com este processo natural!), tricotomia (raspagem dos pelos pubianos, apesar de não ser obrigatório, algumas mulheres fazem depilação alguns dias antes) e até jejum, ou seja, você deseja se vai querer beber água ou comer durante o trabalho de parto.

Dar um rumo à equipe que vai trazer seu bebê ao mundo é uma forma de humanizar o parto, fazendo com que a mulher participe ativamente dele, resgatando um sentimento natural que, com o passar do tempo, se tornou mecânico, como qualquer procedimento cirúrgico.

Sua importância vai além de evitar a violência obstétrica, ele serve para dar consciência à futura mamãe do passo a passo de todo o processo, pois ao prever, mesmo que de leve, o que vai acontecer, você se sentirá mais segura e tranquila a respeito do parto, que costuma deixar as mulheres apreensivas e com medo. E você estará mais preparada e tranquila para analisar as alternativas e tomar qualquer decisão em caso de mudanças que venham a acontecer durante o processo.

Graziela, 29 anos, tomou a decisão de fazer um Plano de Parto apenas no 7º mês de gravidez, quando, “lendo sobre os procedimentos que realizavam com os bebês logo após o nascimento, vi que algumas mães escreviam uma carta pedindo que os seus bebês não fizessem certos exames e que alguns hospitais acatavam essa decisão. Eu não queria que dessem banho na minha filha logo após o nascimento e que ela viesse direto para o meu peito. Consultei o meu médico e ele explicou que minha vontade pode ser acatada se eu fizesse o plano de parto.” E depois de buscar um modelo na internet e fazer de acordo com o da blogueira que encontrou, afirmou que levou o documento para um especialista em leis analisar para garantir: “Também consultei um advogado. Não sei se a minha vontade foi feita por causa do plano ou porque fiz o parto com o meu obstetra, que já sabia o que eu queria, mas me senti mais segura tendo o documento.” E terminou explicando que “além dos procedimentos com a bebê, também deixei claro alguns tópicos sobre violência obstétrica. Não queria ter o parto induzido, nem minha bolsa estourada por exemplo. E tendo isso claro no plano de parto, eu poderia buscar os meu direitos na Justiça caso me sentisse violada.”

Por não ser um documento obrigatório, os médicos não solicitam que você o faça, essa decisão cabe apenas a você decidir se faz ou não. Como os profissionais da área de saúde ainda têm muito que se atualizar em relação ao parto humanizado, a simples presença deste documento já é uma parte do caminho que precisamos percorrer para que haja a conscientização das pessoas. Converse sempre com seu médico abertamente durante o pré-natal, tirando todas as suas dúvidas e garantindo a sua tranquilidade quando o grande momento chegar!

 

 

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