HomeTentantesRelato de tentante: Gisele, 42 anos e mãe do Nícolas
relato de tentante

Relato de tentante: Gisele, 42 anos e mãe do Nícolas

Por quanto tempo é aceitável tentar? Quem está tentando engravidar, já deve ter se feito essa pergunta. É difícil lidar com a ansiedade da família e de amigos, e muitas vezes ouvimos que já está na hora de desistir e partir para outro caminho. O relato de tentante de hoje traz a trajetória da Gisele, que sempre sonhou em ser mãe e tentou, tentou muito. Tentou por 10 anos, até o nascimento do Nícolas, que hoje é um garoto lindo e saudável de 9 anos. Confira o seu relato de tentante:

relato de tentante

Relato de Tentante: Gisele

“Meu nome é Gisele Santiago, tenho 42 anos e sempre quis ser mãe. Casei aos 23 anos e, depois de 6 meses, comecei a tentar engravidar. Após as primeiras tentativas, fui a vários médicos e descobri que tinha ovários policísticos. Na época não fiquei preocupada, pois todos os médicos me diziam que até 2 anos de espera seria normal.

Depois de dois anos, procurei outro médico. Foi quando fiz a minha primeira cirurgia, para retirar um pólipo no útero. Após vários exames, passei ainda por mais três videolaparoscopias para desobstrução de uma das trompas e retirada de miomas. E ainda nada da minha tão sonhada gravidez.

Quando chegamos a 5 anos de tentativas sem engravidar, eu e meu marido decidimos procurar uma clínica de reprodução humana. Fizemos todos os exames e, aparentemente, estava tudo dentro do parâmetros normais. Mas ainda não conseguimos engravidar.

Uma grande amiga me indicou uma médica, que logo se tornaria o meu anjo da guarda. Iniciada minha rotina de consultas com ela, precisei de mais uma videolaparoscopia. A essa altura já estávamos há 8 anos tentando engravidar. Desesperada, decidi realizar uma inseminação artificial, ainda com os pontos da última cirurgia e sem o consentimento da minha médica. Uma loucura! Foi a maior frustração da minha vida.

Fiquei arrasada, não por não ter conseguido engravidar com a inseminação, mas sim por ter tido a certeza de que havia saído grávida do consultório. Após o procedimento, repousei e tomei a medicação indicada. Quando fiz o teste de gravidez, o resultado foi positivo, mas somente por causa da progesterona que eu estava ingerindo. Um falso positivo. O médico me garantiu que eu deveria continuar tomando o remédio e manter a esperança mas, em um intervalo entre as doses, minha menstruação veio. Novamente, meu mundo acabou.

Estava muito sensível nessa época. Meu casamento também já estava abalado, porque eu queria ser mãe a todo custo. Meu marido sempre discordou da fertilização, então nunca cogitamos esse caminho. Até pesquisei sobre o procedimento em hospitais públicos, mas não prosseguimos.

A minha médica descobriu que eu havia feito a inseminação dessa maneira tão irresponsável, e foi honesta comigo. Me fez refletir sobre o que eu estava fazendo comigo, com o meu corpo e com o meu marido. A partir dessa conversa decidi que só entraria novamente em um centro cirúrgico para a retirada dos meus órgãos reprodutores ou para uma cesariana. E, dentro de mim, tinha certeza que meu destino seria a primeira opção. Naquele momento eu desisti de continuar tentando, joguei a toalha e tive a certeza que nunca conseguiria ser mãe.

No final de maio de 2007, meu pai, que era um homem muito saudável, foi internado, passou por uma cirurgia e faleceu após 40 dias. Vivi o luto e esqueci um pouco da minha vontade de engravidar. No início de setembro, dia 8, dia da padroeira da nossa cidade, descobri que estava grávida. Brinco que não sei como aconteceu, mas acredito que tenha sido um presente de Deus. Todos ficaram felizes, mas também temerosos. Pensamos primeiro que era apenas um saco gestacional, mas quando fiz a ultrassom, com 6 semanas, o embrião estava lá. Ainda não deu para escutar o coração, mas era o meu filho, o meu sonho, a minha vida.

Depois de 15 dias, ao levantar e ir ao banheiro, tive um grande sangramento e a certeza que havia perdido meu bebê. Minha médica tão querida, meu anjo da guarda, me acalmou e me encaminhou para um ultrassom de urgência. Chegando ao hospital percebi o espanto dos médicos com o tamanho do sangramento, que parecia uma hemorragia de tão intenso. Fiz o exame e, graças a Deus, meu filhotinho estava lá. No meu útero e no meu coração.

Depois desse dia, tive mais alguns sangramentos e passei a ficar de repouso total. Foi uma gestação com algumas complicações e, por isso, devo minha vida e a do meu filho à minha médica, que nos tratou com muito amor e carinho. Estava sempre atenta com o nosso bem estar. O meu Nícolas chegou em 21 de abril de 2008, às 7h02, lindo e saudável. Naquele dia nascia uma criança, mas também nascia uma mãe. Hoje o meu pequeno já está com 9 anos e nunca mais pensei em ter outro filho.

relato de tentante gisele

Já fui abençoada em ter sido mãe, então não tenho coragem de pedir mais nada a Deus. O que eu aprendi com tudo isso? Que tudo tem o seu tempo e que o meu tempo não era o tempo de Deus. Tudo aconteceu no momento certo e acredito que a perda do meu pai me fez mudar o foco, pois eu já estava ficando obcecada pela gravidez. Hoje em dia, quando lembro da minha história, ainda me emociono muito e fico com lágrimas no olhos. Sou muito grata a Deus e à minha querida médica”.

E você? Conhece alguma história de superação para o Relato de Tentante? Pode ser a sua também! Mande-a para nós com nome, idade e fotos para o e-mail redacao@testepositivo.com.br.

 

Quer saber mais sobre gravidez e o mundo das tentantes?

Não perca nossas postagens seguindo todas as redes sociais!

Facebook, Instagram (@blogtestepositivo) e Pinterest.

 

Leia Mais

Relato de tentante: Victória, 25 anos e mãe da Manuela

 

Compartilhe:
Classifique este artigo

O Teste Positivo é um blog com conteúdo voltado para gestantes e mamães. O blog é uma forma de batermos um papo sobre maternidade, bebês, saúde, bem-estar, decoração, moda e muito mais! Entre em contato com a gente!

redacao@testepositivo.com.br

Sem comentários

Deixe um comentário