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Reprodução assistida: Inseminação ou Fertilização?

Quando a mulher decide que chegou o momento de ter filhos, a ansiedade é normal, mas com o passar do tempo a dúvida se existe algum problema fica cada vez mais aparente. É decidido que este é o momento para buscar ajuda profissional e talvez recorrer a uma reprodução assistida. A infertilidade é provocada por diversos motivos, cada um com seu grau de complexidade, e pode atingir homens e mulheres. Cabe ao médico a responsabilidade de decidir qual o melhor procedimento a ser realizado. Há dois tipos de reprodução assistida utilizada nestes casos, a Inseminação Artificial e a Fertilização In Vitro (FIV). Embora completamente diferentes, muitos ainda confundem as duas, chegando a chamar de inseminação in vitro.

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Embora ambos sejam procedimentos de reprodução assistida, a diferença entre eles é muito grande.

Descubra a diferença entre os tipos de reprodução assistida

A principal diferença entre os dois tipos de reprodução assistida se dá pela manipulação dos óvulos. Embora ambas precisem de acompanhamento médico e utilizarem medicamentos para induzir a ovulação, há uma grande diferença na complexidade do procedimento de uma em relação a outra. Tudo irá depender especificamente do grau de infertilidade do casal, e o médico precisa avaliar a real necessidade de um artifício mais complexo ou mais simples.

É importante salientar que ambos os procedimentos exigem um tratamento prévio para induzir a ovulação, e a partir daí é que realmente se dá a diferença.

Inseminação Artificial

Este é o procedimento mais simples de reprodução assistida, porém, precisa de acompanhamento próximo, pois, para dar certo, depende de um momento bem específico. O principal objetivo nesta situação é encurtar o caminho a ser percorrido pelo espermatozoide, sendo introduzido diretamente na cavidade uterina.

Algumas das principais indicações para este procedimento são:

  • Se a mulher possuir, no colo do útero, anticorpos que matem os espermatozoides antes deles chegarem ao óvulo;
  • No caso de um quadro leve de endometriose;
  • Se houver alteração leve nos espermatozoides, tais como baixa mobilidade ou baixa produção de espermatozoides. Neste último caso, antes de serem injetados no útero da mulher, eles passam por um tratamento para aumentar a concentração.

As chances de sucesso da inseminação artificial são por volta de 20%, dependendo da faixa etária da mulher.

Fertilização In Vitro

Um procedimento complexo, realizado totalmente em laboratório, por um profissional habilitado. Após a indução de ovulação, os óvulos são retirados do ovário através de uma punção via transvaginal e colocados em uma substância cheia de nutrientes para permanecerem vivos. Eles então são colocados em uma estufa junto de aproximadamente 100 mil espermatozoides, o que é relativamente pouco, se comparado aos 40 a 100 milhões que são liberados em apenas uma ejaculação, para fecundação. Nas primeiras 24 horas na estufa, um espermatozoide fecunda o óvulo, começa então a divisão celular, que é acompanhada de perto por especialistas. Em aproximadamente 72 horas, já se formaram 8 a 16 células, e estas, por sua vez, são inseridas no útero da mulher.

As principais indicações para a Fertilização In Vitro ocorrem quando o casal apresenta um diagnóstico mais complexo de infertilidade, como por exemplo:

  • Caso a mulher apresente alterações nas trompas, ou
  • Se o homem apresentar alterações importantes no sêmen.

A FIV possui uma vertente ainda mais complexa, a FIV por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide). Utilizada apenas em caso de infertilidade masculina, onde a produção de espermatozoides é rara e praticamente nula, apenas um espermatozoide é inserido em cada óvulo disponível.

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Fertilização In Vitro por ICSI: manipulação feita totalmente em laboratório.

Agora que já sabem a diferença entre os dois procedimentos, é importante salientar que ambos os procedimentos precisam ser feitos com um médico experiente e habilitado, e sempre em uma clínica especializada.

 

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