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SOP: O que é a Síndrome dos Ovários Policísticos?

Com cerca de 2 milhões de novos casos por ano, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma patologia endocrinológica que causa um distúrbio hormonal e o consequente aumento do hormônio masculino nas mulheres jovens. Uma característica preocupante dessa síndrome é que ela atinge até 18% da população feminina em idade fértil e cerca de 70% apresenta resistência insulínica, o que pode provocar outras condições associadas a isso, como obesidade, dislipidemia, alteração da glicose, hipertensão arterial e síndrome metabólica.

O Blog Teste Positivo vai abordar nesta matéria tudo sobre o SOP, você vai entender o que é essa síndrome, como ela pode influenciar na infertilidade, quais seus riscos e os métodos de tratamento mais indicados. Confira!

Como é feito o diagnóstico da SOP?

Para ser diagnosticada é preciso que a paciente apresente dois ou três sintomas combinados: aumento do volume ovariano (ou microcistos), ausência ou irregularidade menstrual, ausência de ovulação, excesso de peso, aparecimento de acne, hirsutismo (excesso pelos no rosto, barriga e seios), queda de cabelo, resistência insulínica e problemas com fertilidade.

A SOP é um distúrbio que causa num primeiro momento problemas na pele e dificulta a gravidez.

Causas

As causas não totalmente conhecidas pela medicina, porém algumas informações já foram comprovadas cientificamente. Existem evidências que indicam a resistência insulínica e hiperinsulinemia como as principais causadoras do desequilíbrio hormonal e alteração no processo normal de ovulação. Fatores genéticos também podem influenciar e contribuir para o desenvolvimento da síndrome.

Riscos

A SOP está associada a resistência insulínica e hiperandrogenismo e ambos os fatores estão relacionados a um estado inflamatório subclínico a nível celular com elevação do risco de desenvolvimento de doença cardiovascular diabetes mellitus tipo 2. Esse mesmo quadro hiper inflamatório do organismo também pode prejudicar as funções autoimunes e favorecer o aparecimento de doenças tireoidianas, respiratórias, litíase biliar e cânceres. No entanto, todos esses riscos dependem do grau de disfunção da paciente.

Infertilidade

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é considerada a causa mais frequente de infertilidade em mulheres com anovulação crônica, ou seja, que não ovulam normalmente e, por conta disso, podem sofrer com intervalos longos entre os ciclos menstruais, podendo não menstruar durante meses.

Quando a SOP é a única causa de infertilidade do casal, as chances de gravidez são altas depois que a normalização do distúrbio ovulatório é realizada. No entanto, elas podem responder demais à medicação e por isso apresentarem algum desconforto, característico de hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento das pacientes portadoras desta síndrome deve ser individual e baseado em muitos critérios.

SOP

Imagem dos ovários em 3D

O tratamento adequado depende do quadro clínico de cada paciente. No caso da infertilidade, o especialista pode propor a indução da ovulação. Muitas mulheres respondem bem ao tratamento e conseguem engravidar.

Outra opção para as tentantes diagnosticadas com a síndrome é a fertilização in vitro, principalmente quando existem outras causas de dificuldade para engravidar além da ovulação prejudicada. A cauterização ovariana laparoscópica ou drilling ovariano também é uma alternativa. É comum que esta técnica seja criticada pelo risco de formação de aderências e pelo possibilidade de comprometer a reserva ovariana.

Tratamento

Infelizmente, não existe cura para a Síndrome do Ovário Policístico, pois se trata de uma patologia crônica. É possível apenas ter o controle dos sintomas, com medidas como a perda de peso através da mudança no estilo de vida e atividade física. Reduções em torno de 5 a 10% do peso corpóreo apresentam grandes resultados, como a melhora da sensibilidade a insulina e redução de fatores de risco para doença cardiovascular.

As jovens obesas depois de diminuir o peso corpóreo reduzem o androgênio livre, além disso, a diminuição da hiperinsulinemia melhora a oleosidade da pele e ovulação. Em alguns casos, medicamentos sob orientação médica podem ser prescritos para reduzir a resistência insulínica e amenizar os sintomas, principalmente da acne e excesso de pelos corporais. Com o tratamento adequado, cerca de 50 a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40 a 50% engravidam.

 

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